Último canto
Nos instantes finais de nosso amor,
N renúncia suprema deste adeus,
Sinto meu coração morrer de dor,
Ao findar-se, com ele, os sonhos meus...
Curvado à prova de um cruel destino,
No auge do sofrimento e sem razão,
Sem fé naufrago no meu desatino,
Na mais dura e fatal desilusão...
Tal qual do cisne e derradeiro canto,
Comprimo o peito em sufocado pranto
E digo adeus ao Bem que não perdemos...
E ao pensar nesse grande amor de autrora,
Ao vivermos morrendo como agora,
Eu e tu para o amor também morremos!...




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