My Life in NET


25/07/2004


    Soneto da rosa Tardia

 

 

Como uma jovem rosa, a minha amada...

Morena, linda, esgalga, penumbrosa

Parece a flor colhida, ainda orvalhada

Justo no instante de tornar-se rosa.

 

Ah, porque não a deixas intocada

Poeta, tu que és pai, na misteriosa

Fragrância do seu ser, feito de cada

Coisa tão frágil que perfaz a rosa...

 

Mas(diz-me a Voz) porque deixá-la em haste

Agora que ela é rosa comovida

De ser na tua vida o que buscaste

 

Tão dolorosamente pela vida?

Ela é rosa, poeta...assim se chama...

Sente bem seu perfume...Ela te ama...

 

                           Vinicius de Moraes

Escrito por Rebelde sem Causa às 09:31
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